Edição
Nº 14 | Data : 20/12/2006
Página
inicial
BEM-VINDO(A)
à Seção O
Assunto é...
ADVOGADOS QUEREM REGRAS UNIFORMES DE PUBLICIDADE
Valor Econômico - Data: 06/11/2006
REF: Setor Serviços -Marketing de Serviços -
Leis & Mercado
Fonte:
www.mercadocompetitivo.com.br
Advogados de várias partes do mundo pedem uma maior
liberalização com relação às
regras para fazerem publicidade de suas bancas
e, se possível, a uniformização entre
as normas ditadas pelas respectivas Ordens de Advogados de
cada país, que dizem o que pode e o que não
pode ser feito em nome da captação de clientes.
As regras existentes ainda são consideradas bastante
restritivas e até mesmo retrógradas pelos advogados,
que defendem que seus escritórios estão cada
vez mais próximos de empresas normais. E que, por isso,
precisam fazer uso da publicidade, com o
argumento da concorrência cada vez mais forte, não
só local, mas também internacional. Este foi
o saldo de uma das discussões do 50º Congresso
da União Internacional dos Advogados (UIA), que aconteceu
durante a semana passada em Salvador, na Bahia.
O
advogado francês Bernard Cahen, do
escritório Cayol, Cahen & Associés, de Paris,
e conselheiro da UIA, conta que na França hoje é
possível fornecer em apresentações e
brochuras apenas informações curriculares -
como o tempo de atividade dos advogados, as áreas de
especialização, as línguas estrangeiras
conhecidas, a fixação de honorários e
os escritórios parceiros. Já o nome de clientes,
apenas se o material for destinado ao exterior e mediante
autorização do cliente. "Dar consultas
pela internet foi interpretado como forma de captar clientes
e, portanto, foi proibido", diz.
Já
a publicidade na mídia impressa só
pode ser feita se for de caráter informativo, como
a mudança de endereço ou de sócios, à
semelhança do que ocorre no Brasil. "Mas anúncios
em jornais gratuitos não são mais permitidos,
pois acabavam sendo veiculados ao lado de propagandas de sex
shops", disse Cahen. Uma grande vitória recente
da banca foi a permissão de usar as cores do logotipo
do escritório na maratona de Nova York, contou o advogado,
arrancando risos da platéia que assistia às
discussões do grupo de trabalho sobre "o futuro
do advogado". Cahen é um dos
defensores de uma plataforma internacional de regras mínimas
para a publicidade.
Mesmo
a mais emblemática situação de permissividade
de propaganda na Advocacia hoje - os Estados Unidos
- nem sempre foi assim. John Sims, professor de Direito da
Universidade do Pacífico, de Sacramento, na Califórnia,
conta que as mudanças para que se chegasse ao cenário
atual aconteceram nos últimos 30 anos, com ajuda do
fato de que cada Estado americano tem uma legislação
própria. Até 1975, a publicidade
dos advogados americanos era totalmente banida, quando então
a Suprema Corte entendeu que a interdição violava
a Primeira Emenda da Constituição do País.
O caso original discutido era sobre farmácias, mas
foi juntado a um processo que tinha um advogado
como réu em uma ação por violação
da lei antitruste. Com o passar dos anos, os tribunais foram
anulando as proibições.
Os
problemas atuais do setor, diz Sims, referem-se às
propagandas que enganam clientes. Como resultado, a American
Bar Association (ABA) - a ordem dos advogados americana -
hoje veda anúncios que citem vultosas quantidades de
dinheiro, usem animações ou imagens de "celebridades".
Hoje, novas mudanças são exigidas graças
à internet e suas novas ferramentas, afirma o advogado.
Outro problema, segundo ele, é a aplicação
da lei, já que os sites estão disponíveis
em todo o mundo.
Na
Alemanha, é a proibição da publicidade
que está começando a ser vedada, sob o argumento
de que as profissões concorrentes - consultorias jurídicas
e auditorias - não têm proibições
em relação à propaganda, relata Johannes
Grooterhorst, da banca alemã Grooterhorst and Partner
Rechtsanwaelte. O presidente da Federação Alemã
dos Advogados, Hartmut Kilger, conta que o país criou
recentemente a profissão do "advogado
especialista", o que deverá ter conseqüências
na publicidade, já que a Corte Constitucional
do país aceitou, para eles, a publicidade.
"Apesar da grande discussão gerada sobre a permissão
de anunciar na TV, hoje admitida, essa não é
um grande problema, pois os advogados na Alemanha não
são dados a fazer propaganda na televisão",
diz.
No
caso brasileiro, o Presidente do Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, é bem
mais conservador: "não há possibilidade
de se estabelecer regras universais para a publicidade
que valham no Brasil, já que somente o Conselho Federal
tem poder para regular este tipo de assunto", diz. No
máximo, segundo ele, um projeto mundial poderia chegar
ao Brasil na forma de um projeto de lei que alterasse o Estatuto
da Advocacia - a Lei nº 8.906, de 1994.
Na
avaliação de Busato, o Brasil tem uma das mais
avançadas regulamentações para a publicidade
na Advocacia. Ele concorda que um problema novo hoje é
a publicidade, especialmente de escritórios
estrangeiros, que chega pela internet e não tem como
ser impedida. Mesmo assim, essas bancas não conseguem
atuar com a lei brasileira no Judiciário daqui, o que
acaba não exigindo uma atuação tão
forte de fiscalização da OAB sobre esses anúncios.
|
| |
|
| conheça
o
SINAJUR
Sistema
Nacional de Assistência Jurídica
|
|
O
SINAJUR (Sistema
Nacional de Assistência Jurídica) é uma
proposta de modelo democrático baseado na livre escolha
pelo cidadão carente de qual advogado, público
ou privado, o irá representar judicialmente ou emitir
consulta jurídica, ficando assegurado o direito de
escolha e o princípio da confiança no causídico;
de atendimento jurídico baseado na livre escolha do
cidadão de quem o irá representar.
Carente deve ter direito de escolher seu advogado
de confiança, seja público ou privado, sob pena
de grave violação dos direitos humanos e limitação
do próprio direito defesa e de liberdade.
É também um projeto social sem fins
lucrativos.
Visa ampliar a oportunidade de trabalho para recém-formados
e do atendimento jurídico - envolvendo iniciativas
privadas, estatais e sociais englobando Municípios,
Cooperativas de Serviços Jurídicos, Sindicatos,
ONGs, OSCIPs, escritórios-modelo de faculdades, Defensorias,
Advocacia Pro Bono convênios com a OAB, Planos de Atendimento
Jurídico com pagamento mensal, Tribunais Arbitrais
e Juizados de Conciliação – e a divulgação
de informação jurídica através
de meios de comunicação para atingir coletivamente
a população. |
|
|
Home
|
O
SINAJUR |
Contato
| |
| |
...................................... |
| |
| Enquete
|
AVISO:
A Equipe Sinajur estará em recesso entre os dias
22 de dezembro de 2006 e 06 de janeiro de 2007. Nesta
edição, portanto, não teremos enquete.
O mesmo aviso serve para as salas de debates na intranet,
as quais terão suas atividades encerradas no
dia 20 de dezembro, às 20h, e serão reabertas
a partir do dia 06 de janeiro. |
|
| |
Obs.:
Este informativo não é um spam e não
tem a intenção de invadir a sua caixa postal
com conteúdo indesejável. Por gentileza, caso
você não queira ler ou participar das atividades
propostas neste Informativo, cancele o recebimento. Para tanto,
basta enviar um e-mail para cancelar@sinajur.org.
|
| |
...................................... |
| |
EDITORIAL |
| |
Este
informativo virtual é uma realização
do Sistema Nacional de Assistência Jurídica -
SINAJUR. Por meio
de conteúdo interativo, este veículo de comunicação
se propõe a informar, analisar novas propostas, incentivar
a criação de idéias – sérias,
inovadoras e eficientes – e a debater temas polêmicos
dos sistemas Jurídico, Político e Social.
O Informativo On-Line SINAJUR pretende, também,
agregar mais conhecimento e fomentar a interatividade entre
o veículo e o cidadão-leitor.
Caso queira participar, basta selecionar o tema de seu interesse,
clicar no link proposto e interagir, com opiniões,
comentários, argumentos contrários etc. Em suma,
este é um veículo em que o leitor(a), além
de ter acesso à informação democrática,
ainda tem voz ativa nos debates propostos.
Seja bem-vindo (a)!
|
| |
...................................... |
| |
| Resultado
Enquete
Edição 13 |
| |
1) Você acha razoável o valor de R$ 20,00 mensais
para consultas aos advogados?
Sim,
107 votos
Não, 44 votos
Total de votos - 151votos
|
...................................... |
|
| APOIADOS
E APOIADORES |
Justiça
Restaurativa |
|
|
|
| |
...................................... |
| |
Glossários |
| |
Entenda
direito como funciona
o Direito |
|
| |
...................................... |
| |
| Acervo
de Artigos |
| |
|
| |
Acervo
de Entrevistas |
| |
Desembargador
do Tribunal de Justiça de São Paulo, Dr. José
Renato Nalini.
livro “A Rebelião da Toga”,comunicações
e relações entre a Imprensa e o Poder Judiciário,
questões polêmicas do sistema jurídico.
Procurador
da República/MG, ex-Procurador Regional Eleitoral/MG,
Mestre e Doutor em Direito, Dr. Eugênio Pacelli de Oliveira
Justiça Eleitoral , Código Eleitoral ,TRE, TSE,
Juizado Especial. |
|