Edição
Nº 13 | Data : 13/12/2006
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inicial
BEM-VINDO(A)
à Seção de Comentários
Da
Redação
O
Dia Nacional da Conciliação, a efetividade do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o assalto a ministros
do STF no Rio de Janeiro foram os tópicos mais comentados
nos debates internos realizados na última semana. Destacamos
aqui a questão da Conciliação, que obteve
o maior quórum no número de mensagens.
Na sexta-feira, 08 de dezembro, às 19h26, o site do
CNJ divulgava a seguinte manchete: "Dia Nacional da Conciliação
registra índice de 54% de conciliações.
Até às 18h30 de hoje foram realizadas 50.714
audiências de norte a sul do País. São
56 tribunais Estaduais, Federais e Trabalhistas realizando
mutirões de conciliação, em 550 cidades.
Goiás é o Estado que apresenta os melhores índices.
Das 5.671 audiências realizadas, 4.578 resultaram em
acordo, o que representa 84% de conciliações.
Em seguida vêm o Estado do Ceará (55%), o Distrito
Federal (60%) e Minas Gerais (46%). Os números ainda
são parciais e se referem a 35 tribunais".
Por certo, a Conciliação é um serviço
prestado à comunidade e que traz grandes avanços
para a solução de preocupações
e problemas dos cidadãos. Na extensão do tema,
contudo, destaca-se o fato de que, por trás da imagem
de um serviço comunitário, camuflados foram
outros interesses.
Nos limites da Redação, percebemos isso enquanto
nossos debatedores analisavam em tempo real os acontecimentos
do dia 8 de dezembro e davam seus depoimentos sobre a experiência
que tiveram em vários Estados do País. Dentre
todas, destacamos o depoimento do advogado do Recife, Dr.
Carlos Eduardo de Vasconcelos, que participou do
processo de Conciliação naquela cidade e chama
a atenção para um outro ângulo da questão.
Confira o depoimento e a opinião do advogado e, por
fim, tire suas próprias conclusões. Caso você
tenha outro ponto de vista ou queira comentar o depoimento
do advogado, escreva para a Redação; o link
está no final da página.
"Um grupo de mediadores do
Programa Núcleos de Mediação Comunitária
colaborou, hoje, com o Mutirão da Conciliação,
no Recife. Embora louvável a iniciativa, tive a impressão
de que o seu valor é eminentemente político,
em se tratando de um esforço para melhorar a imagem
do Poder Judiciário.
No campo dos Direitos Humanos, uma tentativa de reforçar
a importância da conciliação, do entendimento,
da cultura de paz. No entanto, no plano técnico, um
retrocesso.
Conciliações sob pressão, com a imprensa,
juízes e pesquisadores abrindo portas para obter informações
em tempo real etc., etc. Um absurdo, um abuso. Em verdade,
talvez a maioria dos magistrados conceba a conciliação
como algo menor, a ser conduzida por parentes ou estagiários,
sem experiência de vida, sem capacitação
específica, sem perfil cooperativo.
A cultura hierárquica, autárquica, formalista,
técnico-jurídica impondo o seu modelo simplificador,
reducionista e comprometendo o momento de aplicação
do paradigma da contextualização multidisciplinar
e sociojurídica. Enquanto a conciliação
judicial e, especialmente, a mediação continuarem
a ser encaradas pelos operadores do Direito como algo menor,
algo para aprendizes, para servidores subalternos, a sua viabilização
estará comprometida. É evidente que, no âmbito
do Poder Judiciário, é ao magistrado que caberá
a condução do processo, com a colaboração
do Ministério Público e dos advogados.
No entanto, enquanto em procedimento de mediação
ou conciliação, o mediador ou o conciliador
devem gozar da autonomia e da independência plena, inclusive
com disponibilidade de pauta para dar continuidade a procedimentos
que não tenham sido concluídos no mesmo dia.
A conciliação ou a mediação são
espaços de protagonismo social. São espaços
de democratização do acesso à Justiça,
em que as pessoas envolvidas em relações conflituosas
têm ou deveriam ter a oportunidade de escutar e co-construir
alternativas, com o apoio do conciliador ou do mediador livremente
aceito pelos mediandos. Portanto, mutirão como este
apenas vale como limpeza de pauta e propaganda. Aparenta avanço
quando, em verdade, compromete (ainda mais) o instituto da
conciliação. Sinceramente, não gostei.”
Comente aqui>>
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COMUNICAÇÃO
COMPARADA: PARA LER COM PENSAMENTO CRÍTICO |
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Temas
em destaque na última semana |
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| conheça
o
SINAJUR
Sistema
Nacional de Assistência Jurídica
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O
SINAJUR (Sistema
Nacional de Assistência Jurídica) é uma
proposta de modelo democrático baseado na livre escolha
pelo cidadão carente de qual advogado, público
ou privado, o irá representar judicialmente ou emitir
consulta jurídica, ficando assegurado o direito de
escolha e o princípio da confiança no causídico;
de atendimento jurídico baseado na livre escolha do
cidadão de quem o irá representar.
Carente deve ter direito de escolher seu advogado
de confiança, seja público ou privado, sob pena
de grave violação dos direitos humanos e limitação
do próprio direito defesa e de liberdade.
É também um projeto social sem fins
lucrativos.
Visa ampliar a oportunidade de trabalho para recém-formados
e do atendimento jurídico - envolvendo iniciativas
privadas, estatais e sociais englobando Municípios,
Cooperativas de Serviços Jurídicos, Sindicatos,
ONGs, OSCIPs, escritórios-modelo de faculdades, Defensorias,
Advocacia Pro Bono convênios com a OAB, Planos de Atendimento
Jurídico com pagamento mensal, Tribunais Arbitrais
e Juizados de Conciliação – e a divulgação
de informação jurídica através
de meios de comunicação para atingir coletivamente
a população. |
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da semana
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Contextualize-se
Uma modalidade que facilitaria o acesso ao advogado
é a implantação de um serviço
básico com pagamento mensal cujos valores girariam
em torno de R$ 20,00 para consultas; podendo o valor
aumentar conforme a quantidade de serviços. O
modelo é inspirado no modelo de saúde
e daria direito a até duas consultas por ano
de no máximo 40 minutos cada. |
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