Edição
Nº 3 | Data : 27/09/2006
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Juízo Crítico |
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"Questionar
é preciso" |
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Acompanhe neste link algumas notas opinativas
sobre temas polêmicos e questionáveis dos sistemas
judicial e social.
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ADVOGADO
POBRE
Por
Elias Mattar Assad
Recentemente,
em São Paulo, na abordagem de temas ligados à
OAB, um colega observou, revoltado, que "ninguém
está preocupado com os problemas do advogado pobre...".
Apesar de saber das dificuldades que a classe enfrenta, foi
a primeira vez que ouvi o termo "advogado pobre" e
fiquei muito chocado. Em contato com vários colegas do
Estado do Paraná, chegam agora notícias e exemplos
vivos de que muitos, sem esperanças, estão mudando
de profissão por questão de sobrevivência.
Outros, na fé de que as coisas irão melhorar,
tentam ter mais de uma profissão para reforçar
o enfrentamento das despesas mensais.
Leia mais
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Sinajur Cidadania |
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Dicas
legais para o cidadão comum |
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Todo
cidadão tem direitos, mas também tem deveres.
Mantenha-se informado dos seus direitos e deveres e repasse
adiante o seu conhecimento para outros cidadãos mais
simples e menos informados do que você. Um país
e uma sociedade maturam quando as pessoas se ajudam mutuamente.
Faça a sua parte, caro(a) cidadão(ã). O
SINAJUR deixa neste link 29 dicas para você começar
a exercitar a sua cidadania.
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Quem é pobre?
Estudos do IBGE indicam que apenas 1%
da população tem renda mensal acima de R$ 3.500,00.
Por outro lado, constata-se que esse setor privilegiado da sociedade
tem sido beneficiado com gratuidades judiciais e até
mesmo com atendimento jurídico gratuito por órgãos
estatais de atendimentos aos “carentes”. Qual será
o setor da sociedade para o atendimento jurídico a ser
feito pelos mais de 500 mil advogados privados?
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Conciliar é legal!
Esta é uma nova tendência
jurídica no País, mas sofre resistência
de setores mais tradicionais, acostumados a trabalhar apenas
com lides processuais, sem se preocupar com o Direito em si.
Nos Juizados Especiais, o índice de conciliações
fica em torno de 34%, enquanto, no mundo, está na casa
de 80% de acordos. Boa parte do fracasso decorre da ausência
de cultura para compor, bem como pela inexistência de
conseqüências financeiras maiores para quem perder
a ação e tiver recusado o acordo; logo, são
comuns aventuras jurídicas.
A conciliação é um meio de solucionar problemas
com a efetiva participação das partes, definindo
o acesso ao Direito mais rapidamente. Em suma, resolve-se o
problema e não apenas o processo. O ideal é implantar
a possibilidade de se municipalizar o atendimento para conciliações,
pois a solução dessas questões seria facilitada
em uma fase inicial. Você concorda, leitor(a)?
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Acesso ao Direito:
O acesso ao Direito não depende
exclusivamente da via judicial, pois pode ser obtido por vários
meios de inclusão social, como os eventos de cidadania
para efetuar a entrega de documentação, serviço
de saúde, requerimentos direto ao órgão
público e até mesmo acordos e negociações.
Justiça e Judiciário não se confundem,
embora algumas vezes possam se encontrar. Justiça é
muito mais amor e respeito ao próximo do que conflitos
e guerras judiciais. Você, leitor(a), tem plena consciência
disso?
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Burocracia judicial x inclusão
social
A burocracia judicial custa mais de 3,5%
do PIB do Brasil e, neste ramo, é uma das maiores despesas
do mundo. É um investimento maior do que o que se faz
em Educação no País. Se somarmos as despesas
com os demais órgãos jurídicos, o valor
final ultrapassa 5% do PIB. A quantidade de magistrados no Brasil
é em torno de um para cada 13 mil habitantes, próxima
da média mundial, perdendo apenas para a Alemanha.
Verifica-se que o problema é o excesso de especializações,
ramos e recursos, os quais acabam aumentando a complicação
- e há forças jurídicas que resistem à
simplificação processual, mas jogam a culpa no
Legislativo e Executivo. Com esse dilema, o País perde
anualmente 20 bilhões de dólares em investimentos,
pois não se define o que é certo ou errado e vive-se
sob a indústria de liminares. O que podemos fazer para
mudar essa realidade, leitor(a)?
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Mudança de sexo
Se homem mudar de sexo, pode-se casar
com outro homem e até mesmo aposentar-se mais cedo. A
mudança de sexo transcende a mera questão jurídica.
A questão está sendo focada apenas no direito
do requerente, mas se uma pessoa beijar ou se casar com alguém
sem saber sobre a mudança de sexo do parceiro, a responsabilidade
é do que mudou, do Estado ou do Judiciário?
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Tribunal Constitucional STF
O modelo de interpretação
constitucional no Brasil é caótico, pois misturamos
o modelo norte-americano (com legitimidade popular) com o europeu
(sem legitimidade popular). A lei no Brasil vem sendo considerada
pelo Judiciário como um mero “conselho” ao
mesmo, o que indica uma disputa de poder entre Legislativo e
Judiciário. Este último deseja fazer juízo
de valor, aplicando princípios genéricos como
dignidade humana, igualdade; o que, por sua vez, acarreta insegurança
jurídica e aumento dos juros.
E a questão não pára por aí: no
Brasil, até Emendas Constitucionais estão sendo
interpretadas por um único juiz de ofício, o que
viola a independência dos Poderes, pois são leis
federais julgadas na esfera estadual, sem se intimar a União
Federal. A Constituição Federal não autoriza
os juízes singulares a fazer interpretação
de Norma Constitucional, apenas o STF e Tribunais podem fazê-lo
(pelo órgão colegiado específico).
Será que o ideal neste caso e para o Brasil não
seria o modelo Alemão de Interpretação
Constitucional, onde um único Tribunal com mandatos e
com membros indicados por segmentos estatais e sociais interpreta
os conflitos e as decisões passam a valer para todo o
País? Qual é a sua opinião, leitor(a)?
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OBRIGADO
POR PARTICIPAR! |
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Obs.:
Este informativo não é um spam e não tem
a intenção de invadir a sua caixa postal com conteúdo
indesejável. Por gentileza, caso você não
queira ler ou participar das atividades propostas neste Informativo,
cancele o recebimento. Para tanto, basta enviar um e-mail para
cancelar@sinajur.org.
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EDITORIAL |
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Este
informativo virtual é uma realização do
Sistema Nacional de Assistência Jurídica - SINAJUR.
Por meio de conteúdo interativo, este veículo
de comunicação se propõe a informar, analisar
novas propostas, incentivar a criação de idéias
– sérias, inovadoras e eficientes – e a debater
temas polêmicos dos sistemas Jurídico, Político
e Social.
O Informativo On-Line SINAJUR pretende, também,
agregar mais conhecimento e fomentar a interatividade entre
o veículo e o cidadão-leitor.
Caso queira participar, basta selecionar o tema de seu interesse,
clicar no link proposto e interagir, com opiniões, comentários,
argumentos contrários etc. Em suma, este é um
veículo em que o leitor(a), além de ter acesso
à informação democrática, ainda
tem voz ativa nos debates propostos.
Seja bem-vindo (a)!
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conheça
o
SINAJUR
Sistema
Nacional de Assistência Jurídica |
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O
SINAJUR (Sistema Nacional
de Assistência Jurídica) é uma proposta
de modelo democrático baseado na livre escolha pelo cidadão
carente de qual advogado, público ou privado, o irá
representar judicialmente ou emitir consulta jurídica,
ficando assegurado o direito de escolha e o princípio
da confiança no causídico; de atendimento jurídico
baseado na livre escolha do cidadão de quem o irá
representar.
É também um projeto social sem fins lucrativos.
Visa ampliar a oportunidade de trabalho para recém-formados
e do atendimento jurídico - envolvendo iniciativas privadas,
estatais e sociais englobando Municípios, Cooperativas
de Serviços Jurídicos, Sindicatos, ONGs, OSCIPs,
escritórios-modelo de faculdades, Defensorias, Advocacia
Pro Bono convênios com a OAB, Planos de Atendimento Jurídico
com pagamento mensal, Tribunais Arbitrais e Juizados de Conciliação
– e a divulgação de informação
jurídica através de meios de comunicação
para atingir coletivamente a população. |
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SINAJUR percebe o Direito
como algo dinâmico e entende que todo cidadão consciente
e pró-ativo pode e deve exercer o direito de participar
dos debates que possam vir a contribuir para o avanço
da sociedade.
Para tanto, propõe temas e organiza grupos de debate
na internet; e convida você, família, vizinhos,
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Os grupos estão sempre abertos àqueles que queiram,
com fundamento, fomentar os debates, buscar e identificar as
verdadeiras problematizações e apresentar soluções
reais para a população.
Os temas sugeridos resultam de estudos acadêmicos e pesquisas
autônomas. Podem ser melhorados, contudo, com a sua contribuição.
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O SINAJUR não presta consultoria e/ou assessoria jurídica.
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é, principalmente, incentivar a participação
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Debate Direito Social
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ENQUETES - Edição 02 |
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OBS.:
O resultado da votação foi baseado por número
de IP, sendo que os leitores que usaram o mesmo IP [Internet Protocol]
e que votaram mais de uma vez na mesma enquete só tiveram
seus votos computados uma única vez. O encerramento da
votação aconteceu no dia 25 de setembro às
9h. Os resultados não têm valor científico.
As enquetes representam apenas a opinião dos internautas
que participaram da votação.
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Reflexão
sobre dano moral
Sim - 4 ( 25%)
Não - 12 (75%)
Total de votos - 16
Código de Consumidor para os outros
Sim - 2 (18,18%)
Não - 9 (81,82%)
Total de votos - 11
Número
de OAB para pessoa jurídica
Sim - 3 (30%)
Não - 7 (70%)
Total de votos - 10
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