Edição
Nº 11 | Data : 29/11/2006
| Sinajur
Cidadania
|
| |
Dicas
“legais” para o cidadão comum |
| |
Glossário
SINAJUR
Da Redação
Cidadão,
você já ouviu falar naquele tal de Jetom? E numa
tal de ADIN? A diferença entre o STJ e o STF, você
sabe qual é? Qual é função de
um promotor ou a de um defensor?
É
bem provável que você não saiba as respostas
destas perguntas. É bem provável também
que se você começar a ler um texto - nos moldes
conservadores do sistema jurídico -, se não
desanimar logo no começo, quando chegar ao fim, não
terá entendido nem mesmo o primeiro parágrafo.
E, se você não entende os códigos de linguagem
do Judiciário, como poderá cobrar melhorias
de algo que desconhece, não é mesmo?
Por
acreditar que os termos jurídicos são confusos
e atendendo aos pedidos dos nossos leitores, o SINAJUR apresenta
neste link um compilado de conceitos, para que o cidadão
entenda melhor os mecanismos e algumas terminologias, funções
na hierarquia do Direito e órgãos que compõem
o Judiciário nacional.
Entre aqui,
pois nesta espécie de aula virtual, você terá
acesso à arma do conhecimento, que, no bom sentido,
servirá para você lutar pelos seus direitos.
E se após ler, você ainda não tiver entendido
nada, não precisa ficar com vergonha de perguntar.
Aqui na Redação, acreditamos que não
existem perguntas infundadas. Se você questiona é
porque não entendeu e, portanto, o erro na comunicação,
bem como a responsabilidade de esclarecê-lo –
são nossos.
A partir desta edição, o Glossário Sinajur
será atualizado e ampliado; ficará permanentemente
locado na lateral do Informativo para sua consulta. Ajude-nos
a construí-lo, cidadão.
|
| |
Ensaio
de um Jovem Advogado
O
SINAJUR apóia jovens em seus primeiros passos na carreira
jurídica. Afinal, se alguém não der uma
chance para o jovem, como ele poderá adquirir alguma
experiência? Nesta ótica, abrimos o espaço
para que o jovem advogado Dr. Cláudio Junio Leocádio
- especializando em Direito das Relações Sociais
e que já atua na área de Direito Empresarial
e Agroambiental – apresente um de seus ensaios aos nossos
leitores e observadores. O tema é: NOVA VISÃO
DO INSTITUTO DA LESÃO À LUZ DO CÓDIGO
CIVIL DE 2002. Leia mais>>
|
| |
Justiça
Social, Igualitarismo e Inveja: A Propósito do Livro
de Gonzalo Fernandez de la Mora – Por Eduardo
O. C. Chaves, Professor Titular aposentado da UNICAMP. Atualmente
é consultor empresarial.
Leia mais
>> |
|
Atestado de Pena para presos
CNJ regulamenta a emissão do Atestado Anual de Pena quando
prisão. Este documento era previsto para ser emitido
anualmente desde 2003, mas o Judiciário, em geral, não
cumpria a determinação.
Na verdade, muitos queriam usar os presos para ter lucros; afinal,
órgãos públicos recebiam verbas para fazer
os ineficientes mutirões anuais e para chamar a imprensa,
enquanto alguns setores privados também recebiam para
fazer pedidos de cálculos.
Em 2006, São Paulo teve que destinar mais de um milhão
de reais para uma Instituição Pública verificar
as penas manualmente. Na verdade, os beneficiados eram os servidores
dessa Instituição. Agora, os presos receberão
anualmente o atestado, onde constarão todos os cálculos;
de maneira informatizada e automática. Assim, só
haverá pedidos quando houver um lastro de lógica
e espera-se que não aconteça o que se passava
antes: despachante requerendo tal serviço sem base alguma.
JUSTIÇA é:
1)
Pagar quando se deve;
2) Cumprir primeiro os deveres para depois
requerer os direitos;
3) Perdoar quando possível;
4) Ter saúde pública, educação,
moradia de qualidade.
Justiça, jurídico e judicial não são
a mesma coisa, mas têm-se feito essas confusões
para se manter um mercado ilusório e lucrativo.
Privatização e monopólios
O
SINAJUR defende a participação popular dos usuários
de serviço de assistência jurídica em
conselhos democráticos para estabelecer prioridades.
No Brasil, alega-se que o Serviço Público deve
ser estatal para o bem social, mas na verdade ele assim o
é para o bem das categorias de servidores públicos;
pois todas as empresas públicas davam prejuízo
ou tinham baixo rendimento e ficaram melhor quando foram privatizadas.
A população carente somente foi ter acesso ao
serviço de telefonia quando se privatizou o serviço
e baixaram os preços. Porém, mais importante
do privatizar ou estatizar é o debate para se evitar
monopólios; assim, a esfera privada e a pública
acabam concorrendo entre si e o beneficiado é o cidadão.
Diferenciar engenheiros de pedreiros e despachantes
No meio jurídico ainda não há
uma cultura de trabalho gerencial. Talvez seja o último
reduto profissional onde não há essa forma de
trabalho.
Em suma, é preciso diferenciar um trabalho jurídico
(engenheiro jurídico), com criação de
peças novas, do trabalho de mero despachante ao se
preencherem dados em peças previamente elaboradas.
Se este sistema fosse avaliado, muitos teriam, em tese, seus
salários reduzidos, por isso não se toca nesse
assunto. Sendo assim, existe mesmo uma necessidade de formação
acadêmica para se fazer trabalho repetitivo?
Caixa preta
Membros jurídicos de carreiras públicas
resistem ocultamente a que se publique a produtividade individual
na internet. Seria uma bomba, pois a sociedade, com o tempo,
constataria a baixa produtividade de muitos órgãos,
principalmente em se tratando de resultados concretos.
Novo mercado: acorde!!!
O mercado para administradores judiciais, bem como
para a mediação, conciliação e
arbitragem tende a crescer, pois a sociedade está cansada
de ser obrigada a litigar para movimentar o mercado judicial
e manter monopólios. O demandismo não é
da cultura brasileira, mas é estimulado por setores
jurídicos para aumentar os lucros. Contudo, é
possível ter uma forma de se trabalhar juridicamente
com o foco mais voltado para a função conciliatória.
Se as faculdades de Direito continuarem a priorizar a contratação
professores que apenas “fazem bico” e contam “causos”
de audiências judiciais em sala de aula - quando na
verdade o fazem porque não tiveram tempo de pesquisar
ou preparar a aula -, poderão os estudantes do curso
de Direito não perceber esse mercado - e nesse caso,
não há monopólio legal para atuação.
A ditadura da tecnocracia
Cresce
no Governo a pressão de carreiras de servidores públicos
para se criarem Conselhos Nacionais comandados pelos próprios
servidores, sem controle social algum. Essa é uma versão
moderna de ditadura, onde não se veste farda. Em geral,
são ícones do corporativismo para se obter privilégios
e aumentos salariais com a autonomia financeira. Normalmente,
a pressão maior é feita por parte de carreiras
constituídas por bacharéis em Direito (muito
democráticos!!). Até os nomes dos Conselhos
são para a carreira de servidores e não para
os servidores.
No Brasil, querem criar Conselhos de Polícia, de Defensoria,
além de outros, mas sempre sem a participação
popular. O Sinajur acredita que o ideal seria um Conselho
de Segurança Pública e de Assistência
Jurídica com paridade de composição com
a sociedade.
A contenda faz-nos pensar também se os bacharéis
em Direito e Militares derrubaram a Monarquia para implantar
uma República onde o cidadão seria servo dos
interesses classistas dos mesmos. Em suma, será que
querem ter reinados feudais em plena República????
Direitos Humanos
Em breve, apenas quem é formado em Direito
poderá defender Direitos Humanos. Quanta democracia
e preocupação com a segurança do povo,
não é mesmo?
A ditadura das corporações profissionais
Categorias profissionais disputam mercado com base
em diplomas, tentam impedir o cidadão de exercer seu
direito de viver em paz e ainda buscam impedir o crescimento
da Educação Profissionalizante, pois a classe
média adora um curso superior e não quer concorrência
com a classe baixa. Do jeito que vamos, em breve, poderemos
ter curso superior de “Bacharelado para Técnicas
de Faxina”. E ainda teremos a seguinte situação:
“Manual do Cidadão Servo”. Ele...
1)
Não pode comer nada sem autorização de
uma nutricionista, e terá que aguardar enquanto nutricionistas
e técnicos disputam mercado.
2)
Não poderá fazer exercícios físicos
sem o acompanhamento de alguém formado em Educação
Física.
3)
Não poderá administrar as suas contas sem a
presença de um administrador, mas terá que aguardar
a disputa de mercado entre técnicos, economistas e
representantes de outras carreiras.
4)
Não poderá defender seus direitos sem
um advogado, mesmo que seja para ir ao supermercado; afinal,
pode nessa situação defrontar-se com uma violação
de direito do consumidor. Logo, deve levar um advogado contratado
previamente quando for fazer compras ou para assinar um estatuto
criando uma associação de bairro.
5)
Não poderá fazer desenhos para descansar, pois
é privativo dos formados em Artes, muito menos cantarolar,
pois é privativo dos formados em Música.
6)
É claro que jamais, e para sua segurança, poderá
decorar a sua casa, pois isso é privativo dos decoradores,
que estarão disputando espaço com os arquitetos.
7)
Não poderá fazer uma varandinha, pois é
atividade privativa dos engenheiros, que estarão disputando
a matéria com os técnicos em edificação.
8)
Não poderá escrever cartas de amor ou sua autobiografia,
pois é privativo dos escritores profissionais.
9)
Nem poderá denunciar suas queixas, pois é privativo
dos jornalistas - e com diploma.
10)
Não poderá pensar, pois é privativo dos
filósofos.
11)
Não poderá se tratar, pois é privativo
dos profissionais de Saúde.
12)
Nem poderá deixar de ser pobre, pois senão a
área de Serviço Social perderá fatia
de seu mercado de palavras bonitas para justificar a pobreza.
13)
Também não poderá desabafar
com amigos, pois isso é uma espécie de terapia;
logo, privativo de psicólogos, exceto se psiquiatras
e psicanalistas também reivindicarem o mercado.
14)
Também somente poderá se dirigir a órgãos
públicos através de despachantes.
15)
Só lhe resta rezar e orar. Isso se a Associação
de Teólogos não entender que orações
somente podem ser atendidas se forem feitas através
dos formados em Teologia.
|
..................................................
|
|
| conheça
o
SINAJUR
Sistema
Nacional de Assistência Jurídica
|
|
O
SINAJUR (Sistema Nacional
de Assistência Jurídica) é uma proposta
de modelo democrático baseado na livre escolha pelo cidadão
carente de qual advogado, público ou privado, o irá
representar judicialmente ou emitir consulta jurídica,
ficando assegurado o direito de escolha e o princípio
da confiança no causídico; de atendimento jurídico
baseado na livre escolha do cidadão de quem o irá
representar.
Carente deve ter direito de escolher seu advogado de
confiança, seja público ou privado, sob pena de
grave violação dos direitos humanos e limitação
do próprio direito defesa e de liberdade.
É também um projeto social sem fins lucrativos.
Visa ampliar a oportunidade de trabalho para recém-formados
e do atendimento jurídico - envolvendo iniciativas privadas,
estatais e sociais englobando Municípios, Cooperativas
de Serviços Jurídicos, Sindicatos, ONGs, OSCIPs,
escritórios-modelo de faculdades, Defensorias, Advocacia
Pro Bono convênios com a OAB, Planos de Atendimento Jurídico
com pagamento mensal, Tribunais Arbitrais e Juizados de Conciliação
– e a divulgação de informação
jurídica através de meios de comunicação
para atingir coletivamente a população. |
|
|
Home
|
O
SINAJUR |
Contato
| |
| |
...................................... |
| |
| Enquete
da semana
|
Caso
você não esteja contextualizado sobre o assunto
da Enquete da Semana, informe-se antes por meio das matérias
indicadas nos hiperlinks abaixo. |
Warning: require(/home/sinajur/public_html/Sympoll/booth.php) [function.require]: failed to open stream: No such file or directory in /home/sinajur/www/mailing11.php on line 586
Fatal error: require() [function.require]: Failed opening required '/home/sinajur/public_html/Sympoll/booth.php' (include_path='.:/usr/local/lib/php') in /home/sinajur/www/mailing11.php on line 586
| | |