Edição
Extra | Data : 08/11/2006
Prezado
Leitor(a):
Nesta edição extra do Informativo SINAJUR,
além de abrir espaço para nossos leitores e de
fazer chegar até você um artigo cujo autor é
um de nossos colegas-doutores, a Equipe SINAJUR preparou algumas
dicas interessantes para o cidadão comum.
Adicionalmente, convida todos a ler a
seção Você Sabia?; na qual a Equipe SINAJUR
visa informar e ainda incentivar a reflexão sobre alguns
temas polêmicos do Judiciário.
Por fim, esta é uma edição que foi programada
especialmente para fazer você pensar - mas é também
uma alavanca para os cidadãos que sabem que o ato de
pensar em nada resulta, se não houver uma coordenação
final com o “agir”.
No mais, para saber como funcionarão as atividades do
Informativo SINAJUR no feriado do dia 15 de novembro, Clique
aqui>>.
Boa leitura e bom feriado para todos!
Equipe SINAJUR
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| Ponto
de Vista da Leitora
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Por
certo o Informativo SINAJUR prima
pela pluralidade de idéias. Defende e reserva, portanto,
espaço para que o cidadão possa expressar sua
opinião no decorrer das edições.
Na
Redação entendemos que visões antagônicas
são - e sempre serão - necessárias para
que nossos leitores possam entender os diversos fragmentos
de um mesmo mundo.
Sendo
assim, e dando continuidade ao tema pautado nas edições
8 e 9 - Lei Maria da Penha - , abrimos o espaço
para que a leitora Carmen Bruder – de Goiânia
- possa apresentar aos nossos leitores um terceiro ponto de
vista, em forma de crônica.
“Parece
muito bobo, mas, muitos dos depoimentos de mulheres agredidas
pelos maridos dizem a mesma coisa: ‘eu não sei
por que ele me bate; procuro fazer tudo que ele quer.’
Ou, então, pela via do chulo, quem é que já
não ouviu a célebre besteira: ‘mulher
é como bife, quanto mais apanha, mais macia fica’?”
Saiba mais>>
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Artigos |
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O
Advogado e a Cidadania
“Num
mundo e numa época em que se perdem os referenciais
éticos, os mais velhos têm o dever de ajudar
os mais jovens a buscar o sentido essencial das coisas.”
- Por João Baptista Herkenhoff, Livre-Docente da Universidade
Federal do Espírito Santo e escritor.
Leia mais>>
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Sinajur Cidadania |
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Dicas
legais para o cidadão comum |
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Você sabe a diferença entre roubo e furto, cidadão?
Ou o que fazer quando um advogado presta um mau serviço?
Leia as
dicas aqui >>
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Dados:
A Universidade Braz Cubas, desde 1997, já
atendeu a mais de 1,5 mil casos, excluindo os encaminhamentos
e informações.
A Assistência Jurídica Municipal de Santos
atendeu a 1397 pessoas no primeiro semestre de 2006, inclusive
os conveniados.
São milhões de atendimentos sem integração
e coordenação sistêmica, feitos por
ONGs, Municípios e outros, e que não são
computados na contagem geral de atendimentos jurídicos
feitos no País.
1-
Você sabia que em 80% dos casos, exceto em dano moral,
o autor vence a ação ? Por isso a lei tende
a proteger o réu, pois é a fonte de protelação
do processo e de lucros.
2- Você sabia que, praticamente, de
toda a verba destinada à assistência jurídica,
nada é revertido em meios extrajudiciais ou periciais?
Ou seja, acaba tudo em honorários advocatícios
ou manutenção de salários de servidores.
3- Você sabia que não há
controle algum sobre a concessão de gratuidade judicial
e atendimentos jurídicos, nem definição
de prioridades? Que se gasta muito com assistência jurídica
e mal; logo, quem sai prejudicado é o povo, em detrimento
de algumas categorias profissionais?
4- Você sabia que a criação
de um Fundo de Assistência Jurídica e um Conselho
Partidário para gerir o atendimento jurídico
permitiria um controle maior e com melhor eficiência
deste serviço?
5- Você sabia que não há
nenhuma estatística sobre o total do custo do atendimento
jurídico, seu impacto social efetivo, sua necessidade
efetiva e se haveria outros caminhos para esta questão?
6- Você sabia que o ex-deputado Hildebrando
Paschoal, mesmo não sendo carente, teve um defensor
público nomeado para a sua defesa, o que gera uma despesa
para o Estado e viola o Código de Processo Penal, o
qual estipula que a despesa deve ser por conta do réu,
neste caso?
7- Você sabia que para atender ao carente
judicialmente, bastaria ampliar a competência do Juizado
Especial para Alvarás, Registro Público e Família?
8- Você sabia que a Constituição
não estipula que é obrigação EXCLUSIVA
do Estado atender aos carentes e nem determina que esta se
dê de forma PRIVATIVA da Defensoria?
9- Você sabia que há no Brasil
1 (um) advogado para cada 370 habitantes, e a cada ano 10
mil são aprovados na OAB? E que o Brasil é o
3º país do mundo em quantidade de advogados, perdendo
apenas para os Estados Unidos e Índia?
10- Você sabia que, em média,
apenas 20% dos recursos aos Tribunais são vitoriosos,
mudando a sentença de primeiro grau e em apenas 5%
dos casos será questão de provas, prevalecendo
15% em questões meramente processuais ou formais?
11- Você sabia que se gastam no País
apenas 3.5% do PIB em Educação em geral e mais
de 5% do PIB vão para as carreiras jurídicas
públicas?
12- Você sabia que há setores
públicos que são contra o terceiro setor, pois
algumas carreiras de servidores públicos privatizaram
o Estado para si, com seus privilégios, consumindo
87% dos recursos, entre custeio e pessoal, e destinando apenas
17% ao povo?
13- Você sabia que corrupção
há mais no serviço público do que nas
empresas e terceiro setor? E que nenhuma corrupção
consome o valor de 87% que a máquina pública
consome por si só? Ou seja, a corrupção,
embora reprovável, custa menos que a burocracia estatal?
14-
Você sabia que há setores jurídicos que
são contra o acordo, pois ganham mais protelando e
complicando o processo?
15- Você sabia que há médicos,
dentistas, fazendeiros, juízes, advogados e promotores
obtendo gratuidade judicial enquanto falta verba para carteiras
de identidade, CPFs e carteiras de motorista para os carentes
?
16- Você sabia que somos o único
país do mundo que tem um Judiciário Trabalhista
com autonomia de ramo e sem participação de
patrões e empregados?
17-
Você sabia que nem todo Tribunal é judicial - como
é o caso do Tribunal de Contas, ligado ao Legislativo
e o Tribunal Marítimo, ligado à Marinha? E por
falar em Judiciário Militar, somente os Estados do Paraná,
São Paulo e Minas Gerais têm Tribunais Estaduais
Militares separados ? E que o único País no mundo
que tem Judiciário Militar Estadual é o Brasil?
E que após a Reforma do Judiciário de 2004, quem
quiser ajuizar uma ação civil em questões
de interesse militar terá que viajar até uma das
poucas varas militares para ajuizar e acompanhar o pedido ?
18- Você sabia que na Reforma do Judiciário,
o que mais provocou polêmica foram questões de
mera reserva de mercado para as carreiras jurídicas?
Veja alguns exemplos:
1)
Saber se o Juiz do Tribunal Federal iria se chamar Desembargador
ou não, e conseguiram fazer valer sua vontade.
Complementando...
A
leitora Maria Francisca dos Santos Lacerda acabou de nos alertar
para o seguinte: “Há um erro no subitem 18.1
da informação ao Cidadão. Os Juízes
dos Tribunais Federais não são denominados desembargadores
e sim Juízes, mesmo. A reforma não modificou
a situação, isto é, não valeu
a opinião deles, pelo menos por ora. Os Juízes
é que resolveram, por resolução interna,
se autodenominarem desembargadores, o que fizeram muitos TRTs
também”.
De
fato, erramos. Leitores (as) recebam nossas desculpas; mas,
por outro lado, a Equipe do Informativo fica feliz em poder
contar com a inteligência dos nossos leitores. Obrigado,
Drª.Maria Francisca!
Atualizado às 18h31 do dia 7/11/2006
2) Saber se os juízes do extinto Tribunal de Alçada
iriam ser Desembargadores ou não, e também conseguiram.
3) Saber se a área trabalhista iria ter ou não
sua competência ampliada, pois descobriram que custava
mais do que realizava, então conseguiriam, sim, ampliação
de sua competência.
4) Saber se o Procurador da República iria se chamar
Promotor Federal ou não, e como não quiseram
mudar a nomenclatura, até hoje o povo está “procurando
entender” qual a diferença entre procurador federal
e da república, pois nem a imprensa entende. Mas isso
não importa, pois o que o Povo pensa é pouco
importante para o acesso ao Direito.
5) Saber se a Defensoria iria ter autonomia ou não,
desde que o pobre não ocupasse cargos decisórios
na mesma. Ou seja, é como um órgão de
uma classe social defendendo a outra, algo distante da prática
6) Ampliar a competência do Judiciário Militar,
pois estava custando caro e com poucos processos.
Assim, temos tantos sistemas judiciais
que os processos acabam se perdendo em conflitos
de competências. Ao final, até hoje não
se implantaram as Ouvidorias, que são algo que poderia
interessar ao Povo, mas já aumentaram os salários
da classe. No Ministério Público, em geral,
não se cumpriu nem o comando constitucional de se distribuir
imediatamente os processos na fase recursal, mas os salários
também aumentaram.
Nota da Redação: Se você
não sabia, cidadão, agora já sabe! Cabe
ainda lembrar que, se todo poder emana do povo, em parte,
se a coisa está como está, a culpa também
é do próprio povo, que não fiscaliza
– não exerce seu dever – e não cobra
seus direitos junto aos governantes. Se não mudarmos
nossa mentalidade e atitudes, assim ficaremos estagnados no
tempo para todo sempre; como uma República dos Bacharéis
e não a República do Povo.
Pense nisso – com
a sua própria cabeça –; tire suas próprias
conclusões, mas não se esqueça de que,
como bem citou William Shakespeare: "Pensar apenas
ou desejar somente nunca levou ninguém a lugar nenhum.
É necessária também a ação".
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Bom
feriado e até o dia 22 de novembro! |
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| conheça
o
SINAJUR
Sistema
Nacional de Assistência Jurídica
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O
SINAJUR (Sistema Nacional
de Assistência Jurídica) é uma proposta
de modelo democrático baseado na livre escolha pelo cidadão
carente de qual advogado, público ou privado, o irá
representar judicialmente ou emitir consulta jurídica,
ficando assegurado o direito de escolha e o princípio
da confiança no causídico; de atendimento jurídico
baseado na livre escolha do cidadão de quem o irá
representar.
É também um projeto social sem fins lucrativos,
que defende a implantação de um sistema
( de atendimento jurídico) similar ao existente na área
de saúde (pública), (mas sem ser único).
Visa ampliar a oportunidade de trabalho para recém-formados
e do atendimento jurídico - envolvendo iniciativas privadas,
estatais e sociais englobando Municípios, Cooperativas
de Serviços Jurídicos, Sindicatos, ONGs, OSCIPs,
escritórios-modelo de faculdades, Defensorias, Advocacia
Pro Bono convênios com a OAB, Planos de Atendimento Jurídico
com pagamento mensal, Tribunais Arbitrais e Juizados de Conciliação
– e a divulgação de informação
jurídica através de meios de comunicação
para atingir coletivamente a população. |
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Este informativo não é um spam e não tem
a intenção de invadir a sua caixa postal com conteúdo
indesejável. Por gentileza, caso você não
queira ler ou participar das atividades propostas neste Informativo,
cancele o recebimento. Para tanto, basta enviar um e-mail para
cancelar@sinajur.org.
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EDITORIAL |
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Este
informativo virtual é uma realização do
Sistema Nacional de Assistência Jurídica - SINAJUR.
Por meio de conteúdo interativo, este veículo
de comunicação se propõe a informar, analisar
novas propostas, incentivar a criação de idéias
– sérias, inovadoras e eficientes – e a debater
temas polêmicos dos sistemas Jurídico, Político
e Social.
O Informativo On-Line SINAJUR pretende, também,
agregar mais conhecimento e fomentar a interatividade entre
o veículo e o cidadão-leitor.
Caso queira participar, basta selecionar o tema de seu interesse,
clicar no link proposto e interagir, com opiniões, comentários,
argumentos contrários etc. Em suma, este é um
veículo em que o leitor(a), além de ter acesso
à informação democrática, ainda
tem voz ativa nos debates propostos.
Seja bem-vindo (a)!
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*Obs: Visto que teremos
um feriado no dia 15 de novembro e que esta edição
é dupla, as enquetes permanecerão ativas até
o fechamento da próxima edição (20 de movembro).
O resultado final será divulgado na edição
n° 10- do dia 22 de novembro. Obrigado por participar.
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